Meu amigo empreendedor, você tem salário?
Eu sou Hygor Duarte, consultor financeiro e mentor empresarial e hoje vamos falar sobre este tema mal cuidado nas empresas, especialmente quando são empresas familiares.
Sempre que começamos a organizar as finanças de algum cliente novo a principal pergunta no início do trabalho é: você tem um salário definido? E a triste realidade é que a cada 10 clientes, cerca de 8 não tem um salário definido e muitos sequer sabem o quanto retiram da empresa para suas despesas pessoais.
E já tive diversos casos em que o empreendedor afirmou de modo incisivo que não retirava “1 real” sequer da empresa. Aí eu me pergunto? E como vive? Como come? Como viaja tanto e de onde vem a grana para tudo isso? Será que trabalha por hobby?
E não demora muito para constatarmos que ele “acha” que não retira nada da empresa. Quando as retiradas pessoais são colocadas no papel vem aquele número mágico de R$ 10.000,00 no mês. E ele olha assustado e responde: isso está errado, não é possível.
Então vamos lá, se você realmente entende a importância deste assunto eu vou ajudar.
Seu salário representa o quanto vale a função que você representa hoje na empresa. Quando custaria contratar um substituto que fizesse exatamente o que você faz em seu negócio caso você precise se retirar por um tempo da empresa para cuidar da saúde, por exemplo.
Se a sua resposta foi R$ 3.000,00, este deverá ser o seu salário.
Hygor, mas minhas despesas pessoais não se pagam com este valor. Sem problemas, este será o seu salário e você deverá trabalhar para que sua empresa gere o lucro necessário para que você pague o restante de suas despesas.
Outro ponto importante é quando existem sócios que não trabalham na empresa. A palavra pro labore vem do latim e significa pelo trabalho. Sócios que não trabalham não tem direito a pró labore ou ainda devem ser remunerados pela quantidade de horas que dedicam para a empresa, caso trabalhem em tempo parcial.
Essa é a razão de muitos desentendimentos entre sócios. Sócio que não trabalha deve participar exclusivamente da distribuição de lucros, somente.
E um último detalhe, toda vez que você tem um salário alto e incompatível, sua substituição fica cada vez mais distante e você sempre será a pessoa que cobra o escanteio e que cabeceia.
Gostou dessa dica?